Irso de Barros Júnior, Advogado

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Comentário · há 8 anos
Um erro do começo ao fim. Nas palavras de John Hart Ely:

"E mais: isso também seria mais democrático, já que as limitações colaterais que o interpretacionista impõe foram impostas pelo próprio povo. O adepto do não interpretacionismo entrega aos juízes, que não respondem por suas atitudes políticas, a tarefa de definir quais valores devem ser colocados fora do alcance do controle majoritário, mas o interpretacionista toma seus valores diretamente da
Constituição - e isso significa que, já que a própria Constituição foi avaliada e ratificada pelo povo, esses valores vêm, em última instância, do povo. Nessa hipótese, quem controla o povo não são os juízes, mas a Constituição - o que significa que, na verdade, o povo controla a si mesmo." (ELY, John Hart. Democracia e desconfiança: uma teoria do controle judicial de constitucionalidade, pag. 13 )
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